SÃO PAULO / BRASIL: Goiás
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sábado, 10 de abril de 2021

13 PRATOS TÍPICOS BRASILEIROS QUE DÃO ÁGUA NA BOCA




Pratos tradicionais de norte a sul do país e sugestões de onde apreciá-los.
01 - CHURRASCO DE PICANHA, PRATO TÍPICO BRASILEIRO 
Não há churrasco igual ao feito no Rio Grande do Sul – pelo menos segundo os gaúchos. Os mais tradicionalistas abominam rodízio (ou espeto corrido) e torcem o nariz para bufê de salada. Para eles, a farinha de mandioca é a melhor companhia para a carne.

Também não têm interesse pelo filé-mignon - suas preferências são a costela e a picanha.Muitas churrascarias de Porto Alegre servem, à la carte, carnes de boi, porco, carneiro e galeto no espeto, temperadas só com sal grosso, que impede o ressecamento e garante sabor e maciez. Quem prepara: Barranco, Fazenda Barbanegra, Portoalegrense, Santo Antônio e Vermelho Grill, em Porto Alegre (RS) (Thinkstock) 
02 - CUMBUCA DE FEIJOADA COM LARANJA, ARROZ, COUVE E CAIPIRINHA 
Presente em cardápios de todo o país e famosa até no exterior, ela faz jus ao título de prato nacional. Embora existam muitas versões da receita, prevalece a servida na cidade do Rio de Janeiro, onde surgiu o primeiro registro do termo "feijoada".
Na panela, acrescido de carne-seca, paio, linguiça, lombo, costela, pé, orelha e rabo de porco, o feijão-preto rende um saboroso e consistente caldo, servido com arroz, laranja, torresmo e couve (em diversos lugares, também com linguiça frita e banana à milanesa). Antes de ir para o fogão, as carnes precisam ser dessalgadas, processo que deve começar pelo menos um dia antes do cozimento. Quem prepara: Academia da Cachaça, Aconchego Carioca, Bar do David, Bar do Mineiro, no Rio de Janeiro (RJ) (Divulgação) 
03 - COMIDAS TÍPICAS DO NORDESTE - CARNE DE SOL 
Um banquete de carne de sol inclui sempre feijão-verde, macaxeira, farofa d'água, pirão de leite e vinagrete. Mas não se deixe enganar pelo nome do ingrediente principal: a carne salgada descansa previamente na geladeira ou em câmara fria, e não no sol, que a deixaria mais dura e desidratada, originando a famosa carne-seca.
Extraída de coxão mole ou duro, a peça é assada na grelha ou frita na manteiga de garrafa. Quem prepara: Cabana do Sol, em São Luís (MA) (Heudes Regis) 
04 - COMIDAS TÍPICAS DO NORTE – TUCUPI 
Principal ingrediente da cozinha do Pará, o tucupi é extraído do suco da raiz da mandioca-brava, que precisa ser fervido demoradamente para perder o venenoso ácido cianídrico. No último estágio adicionam-se chicória, alfavaca e sal. É no equilíbrio entre esses temperos e o tempo de fervura que se obtém o líquido fundamental na receita do pato no tucupi.
No tacacá, um caldo inspirado na culinária indígena, o tucupi dá um toque na combinação entre goma de mandioca, camarão seco, pimenta-de-cheiro e jambu Quem prepara: Lá em Casa, Remanso do Bosque e Na Telha, em Belém (PA) (Alexandre Schneider) 
05 - ACARAJÉ, PRATO TÍPICO DA BAHIA 
Chamado de acará na língua iorubá, o bolinho de feijão-fradinho, frito em azeite de dendê, é recheado com vatapá, camarão seco e vinagrete. Paladares desacostumados devem responder "Não" à pergunta "Com pimenta?", repetida pelas baianas nas barracas de Salvador. As melhores ficam no Farol da Barra, e costumam aparecer por lá à noitinha. Quem prepara: as baianas em suas barracas.
As mais famosas são de Dinha e de Regina (Largo de Santana, Rio Vermelho), de Cira (Largo de Itapuã, em Itapuã, e Largo da Mariquita, no Rio Vermelho) e de Sônia (Farol da Barra). Dentre os estabelecimentos, há a padaria Perini, e os restaurantes Yemanjá e Dona Chika-ká, em Salvador (BA) (Thinkstock) 
06 - COMIDAS TÍPICAS DO SUL – OSTRA 
Nas águas de Florianópolis as ostras encontram as condições ideais para se desenvolver. O canal entre a ilha e o continente recebe um fluxo constante de nutrientes marinhos, sob temperatura amena. Ali o molusco está pronto para o consumo em apenas oito meses - em outras regiões, o ciclo completo pode chegar a quatro anos.
Por isso, a ilha é a maior produtora da iguaria no país. No bairro de Ribeirão da Ilha, as criações ficam ao lado dos restaurantes, que servem as versões no bafo e gratinada, as mais pedidas, e in natura, a preferida dos gourmets. Na hora de comer, observe se a ostra tem aparência de hidratada e cheira à maresia, características de seu frescor. Quem prepara: Ostradamus, Porto do Contrato e Rancho Açoriano, em Florianópolis (SC) (Heudes Regis) 
07 - FRANGO AO MOLHO PARDO, COMIDA TÍPICA DE MINAS GERAIS 
Antes de ir à mesa, a ave guisada (ensopada) e em pedaços é acrescida do próprio sangue, colhido no momento do abate e misturado ao vinagre para não coagular.

O resultado é um molho escuro - daí o nome do prato. Em Portugal, de onde a receita foi trazida, se chama "galinha à cabidela", e a técnica de preparo com sangue estende-se a aves como pato, ganso e marreco. Na cozinha mineira, o frango aparece em outras duas receitas tradicionais, com folhas de ora-pro-nóbis e com quiabo. Quem prepara: Xapuri, Dona Lucinha e Emporium, Belo Horizonte (MG) (Fernando Lemos) 
08 - COMIDAS TÍPICAS DO CENTRO-OESTE - PEIXES DO PANTANAL 
De carne consistente, o pintado pode ser saboreado grelhado, à urucum (com creme de leite, leite de coco, molho de tomate e mussarela), ensopado com mandioca, no prato conhecido como mojica de pintado. Já o dourado solta as espinhas se for assado lentamente.
Do pacu se comem as longas costelas fritas (ventrechas). E a piraputanga é assada na brasa e servida sem espinhas. Quem prepara: Kaskata Flutuante e Chopperia Beira-Rio, em Cáceres (MT); Amarelinho e O Casarão, em Aquidauana (MS) e Ceará, em Corumbá (MS). (Priscila Zambotto) 
09 - COMIDAS TÍPICAS DO SUDESTE - MOQUECA CAPIXABA 
Carro-chefe da maioria dos restaurantes da costa do Espírito Santo, a moqueca capixaba é feita na tradicional panela de barro - comprada, de preferência, na Associação das Paneleiras de Goiabeiras, em Vitória. Nela, cozinha-se um bom filé de peixe em molho à base de tomate, coentro, cebola, cebolinha, azeite e urucum.
Em muitos locais, camarões e outros frutos do mar também entram no preparo. Levado à mesa na panela fumegante, o prato é acompanhado de pirão, moqueca de banana e arroz. Quem prepara: Papaguth, Pirão e São Pedro, em Vitória (ES); Espera Maré e Timoneiro, em Vila Velha (ES) (Ormuzd Alves) 
10 - COMIDAS TÍPICAS DO SUDESTE - MARISCO LAMBE-LAMBE 
A farta porção dos pequenos moluscos, cozidos em molho à base de vinho branco, tomate, alho, cebola e azeite, tornou-se um delicioso motivo de parada na matriz do restaurante Dalmo Bárbaro, na Baixada Santista, em São Paulo. Para muitos habitués, o prato, servido desde 1963, faz parte das memórias de infância.
Com o tempo, a fama da receita passou a ser disputada por outras casas da região, como o Joca, que chega a vender 1 tonelada de marisco em um fim de semana. Quem prepara: Dalmo Bárbaro e Restaurante do Joca, no Guarujá (SP) (Priscila Zambotto) 
11 - COMIDAS TÍPICAS DO SUL - COZINHA AÇORIANA
Enraizada em Santa Catarina, a cozinha açoriana ganhou novas feições em 1777, quando os espanhóis invadiram Florianópolis e forçaram os imigrantes a fugir para outros pontos do litoral. Na Baía de Itapocorói, atual Penha, o contato com os índios ampliou o alcance dessa culinária, baseada em peixes, frutos do mar e temperos como pimenta e coentro.
A farinha de mandioca, tão indígena, foi parar no pirão. A tradição reza que as postas de peixe devem ser servidas em um recipiente de barro, de boca larga, chamado alguidar. Quem prepara: Pirão DÁgua, em Penha (SC) (Ricardo Freire) 
12 - ARROZ COM PEQUI, PRATO TÍPICO DA CULINÁRIA DE GOIÁS 
A culinária goiana é semelhante à mineira, mas também tem suas peculiaridades. Entre elas, a mais famosa é o pequi, uma fruta típica do cerrado que já fazia parte do cardápio dos índios da região, e que foi incorporada às receitas dos bandeirantes que desbravaram o Estado. Uma das maneiras mais goianas de preparar o pequi é cozinhando-o com arroz. Ele fica amarelinho e com cheiro e sabor bem característicos.
É preciso ter cuidado ao comer o pequi, já que a semente do fruto contém milhares de pequenos espinhos em seu interior. Para saboreá-lo, basta roer sua superfície com cuidado, retirando a polpa e descartando o caroço, sem mordê-lo. Quem prepara: Banana Menina, Brioso & Manhoso, Cabaça de Mel e Chão Nativo, em Goiânia (GO) (Luiz Manoel Vasconcelos) 
13 - CALDINHO DE SURURU, PEIXE, MAÇUNIM E CAMARÃO DO BAR MASSAGUEIRINHA, EM MACEIÓ (AL) 
Em Alagoas, os moluscos sururu e maçunim vivem na lama das lagoas e medem, no máximo, dois centímetros. Eles são encontrados em bares da região metropolitana de Maceió, próximos às regiões em que são encontrados.
Nos restaurantes da cidade, eles são servidos como entrada, acompanhados de leite de coco, ou preparados na concha - o sururu de capote -, ou na composição de molhos de pescados. Quem prepara: Massagueirinha, Akuaba e Oca, em Maceió (AL) (Romero Cruz)


Fonte dos textos e fotos: viagemeturismo.abril.com.br / Thymonthy Becker
Esta postagem saiu primeiro em VIAGEM (Editora Abril)

Conheça o Brazil. De A a Z


domingo, 21 de fevereiro de 2021

10 LUGARES PERFEITOS PARA CURTIR NO BRAZIL




As dunas de Tocantins, as flores do cerrado, o frio do sul, a fauna do centro oeste e o charme do sudeste.
01 - Jalapão | Tocantins 
As dunas de areias do estado do Tocantins já são bem conhecidas, especialmente pelos aventureiros. 




Jalapão oferece não apenas isso, como também cachoeiras, trilhas e rios a serem conhecidos. No outono, as temperaturas ficam entre 14° e 20° e quase não há chuvas. 
02 - Chapada dos Veadeiros | Goiás 
As belíssimas flores do cerrado se abrem para os visitantes e oferecem um espetáculo à parte. Os aventureiros também não têm motivos para reclamar, já que o local oferece muitas possibilidades de rapel e canoagem. As chuvas não devem atrapalhar os programas nessa época. 
03 - Paraty | Rio de Janeiro 
Construído entre os séculos 18 e 19, visitar o Centro Histórico de Paraty é como realizar uma viagem no tempo. Suas ruas de paralelepípedos são emolduradas por casarões e belas igrejas que se destacam entre as casas com portas coloridas. 

Graças ao tombamento realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, por lá nada mudou desde os anos 1800, fazendo com que seja uma experiência única e incrível. No outono, quase não há chuvas por lá, então você até tem chances de pegar uma praia. 
04 - Ouro Preto | Minas Gerais 
Ouro Preto é um destino mineiro que conta muito sobre a história do Brasil, principalmente sobre o período da inconfidência mineira, luta pelo fim do domínio português no Brasil e o período da escravidão. Os principais artistas barrocos deixaram suas marcas e obras pela cidade, que mantém o charme e a rusticidade da época até hoje. No outono, o clima de serra completa a atmosfera. 
05 - Cunha | São Paulo 
A cidade de Cunha fica localizada a 223 km de São Paulo, mais precisamente na Serra do Mar, na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. O destino romântico na serra é um refúgio para quem busca relaxar no clima ameno do outono e é menos lotada que a famosa Campos do Jordão. 


Muito conhecida por ser a cidade dos ceramistas, além de inúmeros ateliês charmosos, o local possui incríveis cachoeiras, trilhas e um lavandário que parece ter saído de um filme. 
06 - Petrópolis / Rio de Janeiro 
A apenas 65 km da capital do Rio de Janeiro, Petrópolis é uma cidade fundada por D. Pedro II, de quem recebeu seu nome (Petrus + Pólis = Cidade de Pedro), e, justamente por isso, é conhecida ainda hoje como a Cidade Imperial. 


Tendo recebido diversos imigrantes italianos, alemães, franceses, suíços e, claro, grande parte da aristocracia portuguesa, que construiu palacetes de verão por ali, a cidade guarda incríveis edifícios inspirados em prédios europeus - e, com os dias mais friozinhos e cinzas de outono, você certamente vai se sentir de fato por lá. 
07 - Pantanal / Mato Grosso do Sul 
Que o pantanal tem uma das faunas mais incríveis de todo o planeta todo mundo sabe. O problema é que não é possível apreciá-la por completo em todas as épocas do ano. No outono, a seca faz com que os animais saiam em busca dos rios, ou seja, fica mais fácil encontrá-los, assim como fica mais fácil caminhar pelo terreno, que está menos alagado. Crocodilos, onças e muito mais podem ser observados de perto. 
08 - Gramado / Rio Grande do Sul 
Gramado é conhecida por ser um dos destinos mais desejados durante o inverno. Por isso, a chegada do frio faz com que os preços aumentem e a concorrência por espaço seja acirrada. 


Pensando nisso, o outono se torna uma ótima opção para curtir os chalés, paisagens e fondues sem gastar muito. Uma boa dica é planejar a viagem por si só. Isso barateia os custos e personaliza seus programas. 
09 - Vale dos Vinhedos / Rio Grande do Sul 
No sul do país, a 120 km de Porto Alegre, está localizado o Vale dos Vinhedos. A região, que recebeu os primeiros imigrantes italianos no fim do século XIX, é a principal produtora de vinhos e espumantes do Brasil! São inúmeras vinícolas separadas por três cidades, sendo elas de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, formando então a Rota do Vinho. 
10 - Curitiba / Paraná 
A capital paranaense parece duplicar sue charme durante o outono. Durante a estação, as temperaturas amenas garantem que você vai querer sair de casa para um passeio no fim da tarde e um delicioso jantar com comidas quentinhas já à noite. Entre os passeios imperdíveis estão o Jardim Botânico, a Ópera de Arame e, se você tiver um tempo, vale a pena pegar o trem que desce o Planalto Paranaense até Morretes.

CONHEÇA O MUNDO OLHANDO DA JANELA DO TREM


OS SONHOS QUE SONHEI
NO SANTUÁRIO REZANDO
Vinha subindo a Avenida 21 de abril, logo depois que atravessei a Rua Minas Gerais, vi os carros parado esperando o sinal abrir. Como ali é mão única para quem desce, vi três carros subindo a avenida, na contra mão. Fiquei pensando que poderia ser alguém de fora e não sabia que era contra mão. Tinha um carro, inclusive, aguardando o sinal abrir em cima do passeio. Segui em frente e vi que havia alguns policiais parado na esquina da Avenida 21 com a Rua São Paulo. 
Mas os policiais não pararam os carros que passavam na contra mão. Subi a rampa que da acesso ao Santuário e entrei na igreja. Havia bastante gente lá dentro sentada nos bancos. Parei ali logo na entrada central, havia umas 3 pessoas por ali. Fiquei onde costumo parar mesmo. Comecei a rezar como faço todos os dias ao passar ali de manhã, antes de sair para o trabalho. Depois pensei que aquele dia era sábado e não precisa rezar. 


Nem sábado nem domingo, só de segunda a sexta, estava bom. Nisto um homem que estava ali, me jogou no chão. Cai de rosto no chão. Ele então segurou minha cabeça, impedindo que eu levantasse. O que ele dizia, não lembro mais. Fiquei preocupado com o mico que estava pagando ali. Com esforço, consegui me levantar. 
Quando fui saindo, este homem me segurou pelo braço. Dei um empurrão nele, ele caiu de costas. Fui indo embora. Desci a rampa do Santuário até a Avenida 21 de Abril, de volta de onde vim. Vi os guardas na esquina. Mas não tinha nenhum carro ali. Atravesse a 21 e fui indo embora. Quando atravesse a Rua Minas Gerais, em direção a Rua Goiás, a 21 daquele lado estava meio escuro. Cismei que vinha alguém me seguindo. Atravessei para o outro lado, onde estava mais claro. 


Quase chegando à Rua Goiás, uma pessoa passou por mim. Mesmo sem ver o rosto, voltei para o outro lado da rua. Parei em frente à sorveteria. Olhei e não vi ninguém na rua. Estava tudo deserto.