SÃO PAULO / BRASIL: Trem
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sexta-feira, 9 de abril de 2021

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA LUZ / SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRAZIL




A estação ferroviária da Luz foi aberta ao público em 1901. Suas instalações ocuparam 7.500 metros quadrados do Jardim da Luz e foi construída pela São Paulo Railway Company com estruturas, trazidas da Inglaterra, que copiam o Big Ben e a Abadia de Westminster.

A Estação da Luz é a principal prova da importância e do desenvolvimento que a cultura do café - que exigia o aumento da malha ferroviária para o escoamento do produto da região de Jundiaí para o porto de Santos - trouxe não só para a cidade como para o Estado.
A importância da São Paulo Railway Station, como era oficialmente conhecida, durou até o fim da Segunda Guerra Mundial, após este período, o transporte ferroviário foi sendo substituído pelos transportes aéreo e rodoviário. Depois, a estação passou a receber trens suburbanos. 
Fica na periferia do Centro, no final da Av. Cásper Líbero.
Construída entre 1895 e 1901 para atender à demanda da produção cafeeira, a estação tem estrutura metálica inglesa. Em meio ao fluxo de passageiros do metrô e do trem, o espaço é sede do Museu da Língua Portuguesa. É daqui, também, que partem os Expressos Turísticos. Aos sábados e domingos, visitas monitoradas saem da porta do museu, às 12h e às 14h (grátis). Do outro lado da rua estão a Pinacoteca do Estado e o Jardim da Luz.
ESTAÇÃO DA LUZ
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A ESTAÇÃO DA LUZ É UMA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA LOCALIZADA NO BAIRRO DA LUZ, NA CIDADE DE SÃO PAULO, BRASIL. INTEGRA A REDE DE TRANSPORTES SOBRE TRILHOS DA COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS
A ESTAÇÃO ABRIGA AINDA O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA, UMA INSTITUIÇÃO CULTURAL LIGADA À SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, INAUGURADA EM 2006.
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A ESTAÇÃO FOI CONSTRUÍDA NO FIM DO SÉCULO XIX COM O OBJETIVO DE SEDIAR A RECÉM-CRIADA COMPANHIA SÃO PAULO RAILWAY, DE ORIGEM BRITÂNICA, ASSIM COMO DE SE CONSTITUIR NA PARADA PAULISTANA DE SUA LINHA FERROVIÁRIA, A QUAL IA DE SANTOS, NO LITORAL DO ESTADO, A JUNDIAÍ, NO INTERIOR.

NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX, FOI A PRINCIPAL PORTA DE ENTRADA À CIDADE DE SÃO PAULO. SUA MAIOR IMPORTÂNCIA, NO ENTANTO, ERA NA CONDIÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA ECONÔMICA PARA O PAÍS: POR ALI PASSAVA O CAFÉ A SER EXPORTADO NO PORTO DE SANTOS, ASSIM COMO TAMBÉM ALI CHEGAVAM BENS DE CONSUMO E DE CAPITAL IMPORTADOS QUE ABASTECIAM A CIDADE (EM UMA FASE AINDA POUCO INDUSTRIALIZADA).
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A Estação da Luz, que se encontra em um espaço de 7500 metros quadrados do antigamente bem frequentado Jardim da Luz, em São Paulo, foi projetada pelo Barão de Mauá para suceder a primeira estação, a qual data de 1867. Foi edificada entre os anos de 1895 e 1901 e hoje é parte integrante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de São Paulo, constituindo-se em um dos principais centros metro-ferroviário da cidade.
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Idealizada na estética vitoriana, a Estação foi construída sob a supervisão do engenheiro James Ford, com matéria-prima vinda da Inglaterra. Seu propósito era abrigar a nova Companhia São Paulo Railway, empresa natural da Bretanha. Na época ela também foi utilizada para o transporte do café, então o principal produto brasileiro, para o porto de Santos. Seu relógio foi, desde o início, um ponto de referência para que todos mantivessem seus horários ajustados.
O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA DENTRO DA ESTAÇÃO DA LUZ
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A ATUAL ESTAÇÃO FOI CONSTRUÍDA ENTRE 1900 E 2010, NO LUGAR DA ORIGINAL ESTAÇÃO DA LUZ DE 1867. PRESUMIVELMENTE ESCOLHIDA EM UM CATÁLOGO INGLÊS PELAS AUTORIDADES LOCAIS, A ESTRUTURA METÁLICA DE FERRO FUNDIDO QUE LHE DÁ SUSTENTAÇÃO FOI TRAZIDA DA INGLATERRA, POR MEIO DE PEÇAS PRÉ-MOLDADAS E MONTADA AQUI - A ALVENARIA DA ESTAÇÃO, NO ENTANTO, É DE ORIGEM LOCAL. SEU PROJETO É ATRIBUÍDO AO ENGENHEIRO INGLÊS HENRY DRIVER, SENDO SIMILAR À FLINDERS STREET STATION, UMA ESTAÇÃO EXISTENTE EM MELBOURNE, AUSTRÁLIA.
foto - Silvio Tanaka
NA DÉCADA DE 1940 A ESTAÇÃO SOFREU UM INCÊNDIO E APÓS A REFORMA, FOI-LHE ADICIONADO UM NOVO PAVIMENTO NO BLOCO ADMINISTRATIVO. A PARTIR DESTE PERÍODO, O TRANSPORTE FERROVIÁRIO ENTROU EM UM PROCESSO DE DEGRADAÇÃO NO BRASIL, ASSIM COMO O BAIRRO DA LUZ, LEVANDO A ESTAÇÃO A IGUALMENTE DEGRADAR-SE.
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NAS DÉCADAS DE 1990 E 2000 PASSOU POR UMA SÉRIE DE REFORMAS, UMA DAS QUAIS ENCABEÇADA PELO ARQUITETO PAULO MENDES DA ROCHA E SEU FILHO PEDRO MENDES DA ROCHA — QUE TEVE COMO INTENÇÃO ADAPTÁ-LA A RECEBER O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
A importância arquitetônica desta edificação, porém, levou o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat), a tombá-lo, em 1982. Nos anos 90 e 2000 a Estação foi submetida a várias restaurações, uma delas dirigida pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e por seu filho, Pedro Mendes da Rocha.
foto - Guilherme gaensly
fonte dos textos e fotos: Thymonthy Becker / estacaodaluz.og.br / saopaulo.sp.gov.br / viajeaqui.abril.com.br / Divulgação 

CONHEÇA O MUNDO OLHANDO DA JANELA DO TREM





SONHOS DE UM VIAJANTE
O BANHEIRO DE DEITAR
Estava no que seria um grande galpão. Havia algumas pessoas ali. Estava perto do que seria um banheiro. Este banheiro tinha a porta bem pequena. Ela deveria ter um metro de altura somente e ficava a um metro do chão aproximadamente. Sentei perto desta porta e vi que lá dentro havia duas pessoas sentadas conversando. Depois chegou o Cândido e entrou neste banheiro. Ele deitou no chão perto dessas duas pessoas. Ficou deitado e conversando com elas. Fiquei pensando se ele não tinha medo de se contaminar estando deitado no chão do banheiro. Nisto entrou mais duas pessoas neste banheiro e também deitaram no chão. Pensei então que deveria ser mania deitar no chão do banheiro.



domingo, 31 de janeiro de 2021

9 MELHORES PASSEIOS DE TREM PELO BRAZIL




Algumas linhas ainda bem preservadas oferecem viagens turísticas com muito charme e história para contar. 
Uma das melhores opções para atravessar a Europa de ponta a ponta são os trens. Além de bem conservados, o transporte é eficiente e vive em constante processo de modernização. O sistema ferroviário brasileiro é precário e tem um pouco das atenções voltadas a transporte de mercadorias, além de ser um meio de locomoção diário em alguns centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro.



Desconsiderado por muitos, o Brasil ainda tenta resgatar o sucesso que as locomotivas faziam há muito tempo. Algumas linhas, pelo menos, foram bem preservadas e oferecem viagens turísticas com muito charme e história para contar. O Guia da Semana listou 09 passeios de trem pelo Brasil para você conhecer. Confira: 
01 - MARIA FUMAÇA - MARIANA ATÉ OURO PRETO (MINAS GERAIS) 
A locomotiva de 1949 tem o interior de madeira e desenho semelhante às composições do início do século 20. A viagem parte de Ouro Preto com destino a Mariana. São apenas 18 quilômetros percorridos em menos de uma hora, mas a sensação de viajar no tempo é garantida.



O valor da passagem é de R$ 20 a meia entrada e sai aos finais de semana (sexta, sábado e domingo) da cidade de Mariana ou Ouro Preto. Para comprar o ingresso basta acessar o site. 
02 - SERRA DO MAR – CURITIBA ATÉ MORRETES (PARANÁ) 
Um dos passeios mais agradáveis que tem para fazer é o Trem Serra do Mar que percorre o trexo de Curitiba até Morretes e atrai diversos turistas pois o trajeto dura 3 horas e passa por túneis e pontes que tornam o passeio interessante.



A empresa que realiza o trajeto é conhecida por ter passeios de luxo pelo Brasil todo. Além do passeio, estão inclusos no ingresso um almoço, tour guiado pela cidade e guia turístico. O ingresso custa R$ 260 e pode ser adquirido por telefone (41) 3888-3488. 
03 - SÃO JOÃO DEL REI ATÉ TIRADENTES (MINAS GERAIS) 
O trem percorre os 12 km que separa as cidades e percorre rios, serras e incríveis paisagens que fizeram parte da história do Brasil. As saídas ocorrem aos finais de semana (sexta, sábado e domingo). O roteiro só de ida custa R$ 50 e o completo (ida e volta), R$ 60.



É possível iniciar a viagem tanto de Tiradentes quanto de São João Del Rei. Os ingressos são adquiridos apenas nas bilheterias das cidades, clique aqui para saber mais sobre endereços e valores. 
04 - TREM DAS ÁGUAS – SÃO LOURENÇO ATÉ SOLEDADE DE MINAS (MINAS GERAIS) 
O passeio tem trajeto de duas horas ida e volta e percorre um caminho de 10 quilômetros. A locomotiva a vapor é do ano de 1928 e faz com que os visitantes façam uma verdadeira viagem no tempo. Uma das opções de viagem é o vagão que oferece degustação de queijos, doces, suco de uva, vinho e cachaça.



O passeio sai aos finais de semana (sexta, sábado e domingo) e sai da cidade de São Lourenço. O valor do ingresso é de R$ 55 na classe turística e R$ 78 na classe especial com degustação. Indica-se a compra antecipada de ingressos pelo telefone (35) 3332-3011. 
05 - TREM DO VINHO – BENTO GONÇALVES ATÉ GARIBALDI E CARLOS BARBOSA (RIO GRANDE DO SUL) 
A Serra Gaúcha guarda aos viajantes inúmeras surpresas, principalmente para os amantes de vinho. Para aproveitar ainda mais o roteiro, o passeio de trem com a Maria Fumaça propõe uma verdadeira vivência em grupo com degustação de vinhos e queijos.



O trajeto parte da cidade de Bento Gonçalves, passa por Garibaldi e termina na cidade de Carlos Barbosa. São 23 quilômetros de agradável percurso com duração média de 2 horas. Durante o passeio, a festa é conduzida por atrações típicas italianas e gaúchas. Os ingressos saem por R$ 98 na baixa temporada e R$ 120 na alta (julho, dezembro e janeiro). Para adquirir o pacote basta entrar em contato pelo telefone (54) 3455-2788. 
06 - TREM DA SERRA DA MANTIQUEIRA – SAÍDA DE PASSA QUATRO (MINAS GERAIS) 
O Trem da Serra da Mantiqueira parte da cidade de Passa Quatro com destino a divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Durante o percurso de 1 hora (ida) , são feitas paradas para compras de artesanato, além de passar por casarões da época dos barões de café, parada para conhecer o museu da novela da rede globo JK e Mad Maria.


O passeio ida e volta custa cerca de R$ 50, sendo necessário ligar para o telefone (35) 3371 – 2167 
07 - CAMPINAS – JAGUARIÚNA (SÃO PAULO) 
O passeio da Maria Fumaça parte da cidade de Campinas com destino a Jaguariúna e é um dos melhores passeios de trem para fazer, principalmente com crianças! A viagem de 3 horas e meia tem duas paradas: na Estação Tanquinhos, onde o público aprende o funcionamento do trem a vapor, conhecido como Maria Fumaça.



Em seguida, o passeio prossegue até Jaguariúna, onde é realizada uma visita a um museu com roupas de época. Além disso, em cada vagão um monitor explica os locais importantes por onde a locomotiva passa. Para mais informações, acesse o site oficial da Maria Fumaça. 
08 - BELO HORIZONTE (MG) – CARIACICA (ESPÍRITO SANTO) 
A viagem de trem que parte de Belo Horizonte com destino a Cariacica no Espírito Santo é considerada a mais longa que existe no país e a única que atravessa estados. Dentro da locomotiva, modernizada e com classes diferentes, não existe nenhum tipo de atividade turística, sendo apenas um meio de transporte.



Existem 2 classes: executiva com poltronas reclináveis e mais espaçadas e a econômica com maior número de poltronas e um pouco menos espaço. Para comprar a passagem é necessário preencher os dados no site e verificar disponibilidade. 
09 - TREM DO CORCOVADO – RIO DE JANEIRO 
O trem do Corcovado é quase um bondinho. Ele é utilizado para levar os turistas até o Cristo Redentor, em um percurso de apenas 4 quilômetros. Mas o passeio é muito legal pois possibilita ver o Rio de Janeiro de um ângulo incrível, além de passar pela Floresta da Tijuca.

VALEU POR VIAJAR COMA GENTE - SEMPRE VOLTE




Fonte dos textos e fotos: msn.com / guiadasemana.com.br / Thymonthy Becker / Charlie Styforlamber / 





DA JANELA DO TREM VOCÊ PODE CONHECER O MUNDO



OS SONHOS QUE SONHEI
A ESTRADA INUNDADA
Estava com o Fabrício, meu chefe, indo trabalhar. A gente estava numa caminhonete destas grandes, da Toyota. Eu ia em pé, na carroceria, segurando na cabine. A gente ia por uma estrada de terra, que a gente já conhecia. Esta estrada beirava sempre um ribeirão. Nisto chegou num ponto que esta estrada estava inundada. O Fabrício continuou dirigindo assim mesmo. Até que a água estava da altura das laterais da carroceria da caminhonete. Mas não entrava na carroceria. Nisto o Fabrício parou, pois na frente estava um local, onde a estrada descia um morro. Então imaginamos que a caminhonete afundaria ali. O Fabrício então fez uma manobra e voltou. 


Quando chegou num local da estrada que não tinha água, ele parou a caminhonete rente uma cerca de arame. Desceu e disse que a gente ia a pé. Perguntei se era naquela estrada inundada. Ele disse que sim. O carro não passava, mas a gente podia ir nadando. Fomos indo pela estrada, sem tirar a roupa nem nada. Quando a água estava na altura do meu peito, sai nadando, seguindo aquela inundação. Olhei para os lados e vi que a inundação só acontecia na estrada mesmo. Na mata ao lado, não tinha água nenhuma. Fui nadando e pensando porque a gente não ia pelo mato, que era muito mais fácil.